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As operações de TI atravessam uma mudança silenciosa, mas profunda.

Ambientes ficaram mais distribuídos, dependentes e dinâmicos, enquanto os modelos tradicionais de monitoramento permaneceram essencialmente os mesmos.

O resultado é um paradoxo cada vez mais comum: nunca houve tantos dados disponíveis e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil transformá-los em decisões rápidas e eficazes.

Este artigo explora por que o monitoramento tradicional deixou de escalar, como o fenômeno do alert storm se tornou um problema estrutural nas operações e de que forma o AIOps surge como uma resposta prática a esse cenário.

Ao longo do texto, discutimos a mudança de paradigma operacional e mostramos como abordagens modernas, como as aplicadas pelo ARGUS, permitem sair do ruído e chegar à inteligência operacional.


A promessa original do monitoramento e seus limites atuais

O monitoramento de TI nasceu com uma proposta clara: oferecer visibilidade.

Em ambientes mais simples, acompanhar métricas básicas e reagir a desvios funcionava de forma razoavelmente eficiente.

Com o passar do tempo, novas camadas foram adicionadas, mais sensores foram configurados e mais alarmes passaram a ser gerados.

A lógica parecia sólida: quanto maior a visibilidade, maior o controle.

O problema é que essa lógica não acompanhou a evolução da complexidade dos ambientes.

Sistemas modernos deixaram de ser monolíticos e previsíveis.

Infraestruturas híbridas, aplicações distribuídas, dependências entre serviços e integrações em larga escala transformaram incidentes simples em cadeias de eventos interligados.

O monitoramento tradicional, porém, continua tratando cada sinal como se existisse isoladamente. Ele observa sintomas, mas não compreende o contexto em que esses sintomas surgem.

Com isso, a promessa de controle começou a se inverter.

Em vez de apoiar a tomada de decisão, o monitoramento passou a gerar volumes de informação que exigem esforço humano crescente para interpretação.

A operação deixa de ser orientada por entendimento e passa a ser orientada por tentativa e erro.


Quando mais dados significam menos clareza operacional

Na prática operacional, a ruptura se manifesta de forma clara.

Um único problema raiz é capaz de gerar centenas ou milhares de alarmes em poucos minutos.

Cada camada afetada reage de forma independente, reportando falhas que, embora tecnicamente corretas, pouco ajudam a responder à pergunta central da operação: o que realmente precisa ser feito agora?

Esse excesso de sinalização cria um ambiente de disputa pela atenção das equipes.

Alarmes críticos se misturam a eventos redundantes, e o tempo gasto para filtrar ruído passa a ser maior do que o tempo dedicado à resolução efetiva do problema.

O impacto vai além da eficiência técnica.

Há um desgaste humano evidente, aumento da fadiga operacional e maior risco de decisões tardias ou equivocadas.

Em ambientes corporativos, ISPs e operadoras, esse cenário se repete com frequência.

Há casos em que operações recebem mais de duzentos mil alarmes em um único dia, mas precisam agir, de fato, sobre algumas dezenas de ocorrências relevantes.

A distância entre volume de dados e valor operacional torna-se insustentável.

aiops monitoramento


Alert storm como sintoma de um modelo esgotado

O termo alert storm passou a ser usado para descrever esse colapso operacional.

Embora muitas vezes tratado como um problema pontual, ele é, na verdade, um sintoma de algo mais profundo: o esgotamento do modelo tradicional de monitoramento.

Ajustar thresholds, silenciar alarmes ou criar regras adicionais ajuda apenas de forma temporária. Em algum momento, o crescimento do ambiente volta a superar essas correções.

O ponto central é que o problema não está apenas na quantidade de alarmes, mas na ausência de inteligência para interpretá-los de forma conjunta.

Enquanto cada evento continuar sendo analisado isoladamente, o ruído será inevitável.

A operação fica refém de consoles reativos e de profissionais altamente especializados, que precisam “ler” o ambiente em tempo real sob pressão.

Esse modelo não escala, não é previsível e se torna cada vez mais caro à medida que o ambiente cresce.


O que realmente muda com AIOps

AIOps surge como uma resposta a essa limitação estrutural.

Diferentemente de abordagens tradicionais, ele parte do princípio de que eventos só fazem sentido quando analisados em conjunto.

O foco deixa de ser a detecção isolada e passa a ser a compreensão do comportamento do ambiente como um todo.

Na prática, AIOps introduz uma camada de inteligência capaz de correlacionar eventos, identificar padrões recorrentes e contextualizar alarmes com informações de topologia, dependência e impacto.

Em vez de apresentar milhares de sinais desconectados, a operação passa a visualizar cenários consolidados, onde é possível entender rapidamente o que está acontecendo e por que aquilo importa.

Esse deslocamento de foco é fundamental.

AIOps não existe para substituir pessoas, mas para permitir que o conhecimento humano seja aplicado onde ele realmente gera valor.

Soluções de TI

Ao reduzir o ruído e priorizar o que exige ação, a operação ganha velocidade, clareza e previsibilidade.


A transição de uma operação reativa para uma operação orientada a contexto

Quando AIOps é aplicado de forma consistente, a dinâmica operacional muda.

As equipes deixam de reagir a alarmes individuais e passam a atuar sobre incidentes contextualizados.

O tempo antes gasto tentando entender o problema é reduzido, e a energia passa a ser direcionada à resolução.

Os resultados aparecem rapidamente.

Volumes massivos de alarmes são consolidados em conjuntos muito menores de eventos relevantes.

Mobilizações desnecessárias diminuem, o tempo médio de resolução cai e a operação passa a funcionar de forma mais estável.

Em vez de lidar com picos de caos, os times conseguem antecipar comportamentos e responder com mais precisão.

Esse tipo de abordagem também melhora a comunicação entre áreas técnicas e decisores.

Quando o incidente é apresentado com contexto e impacto claro, a tomada de decisão se torna mais objetiva e menos dependente de interpretações individuais.


Onde o ARGUS se insere nessa mudança de paradigma

O ARGUS foi concebido exatamente para viabilizar essa transição em ambientes reais.

Em vez de propor a substituição completa das ferramentas existentes, ele atua como uma camada de inteligência AIOps que se integra ao ecossistema já implantado.

Essa característica é essencial em organizações onde o legado é significativo e a continuidade operacional não pode ser interrompida.

Ao correlacionar eventos de múltiplas fontes e reduzir drasticamente o ruído, o ARGUS permite que as equipes enxerguem o ambiente de forma mais clara.

Alarmes deixam de ser apenas notificações técnicas e passam a representar situações operacionais concretas, com impacto e prioridade definidos.

O resultado é uma operação mais enxuta, menos reativa e mais alinhada aos objetivos do negócio.

Essa abordagem pragmática reflete uma visão madura de AIOps: não como promessa futurista, mas como resposta prática a um problema atual.

Em cenários reais, já é possível observar reduções expressivas no volume de alarmes processados diariamente e ganhos significativos na velocidade de resposta.


AIOps como necessidade operacional, não como tendência

À medida que a complexidade continua a crescer, fica evidente que monitorar não é mais suficiente.

Dados não faltam; o que falta é capacidade de transformá-los em entendimento acionável.

AIOps representa justamente essa virada: da observação passiva para a inteligência operacional aplicada.

Organizações que insistem em tratar ruído como parte inevitável da operação tendem a reagir cada vez mais tarde aos problemas.

Já aquelas que adotam uma abordagem orientada a contexto conseguem operar com mais controle, previsibilidade e eficiência, mesmo em ambientes altamente dinâmicos.

Mais do que uma evolução tecnológica, AIOps é uma mudança de mentalidade.

Ele redefine o papel do monitoramento e reposiciona a operação como um elemento estratégico do negócio.


Conclusão: do caos operacional à decisão inteligente

O modelo tradicional de monitoramento cumpriu seu papel por muitos anos, mas atingiu seus limites diante da complexidade atual.

O crescimento do alert storm não é um acidente, mas um sinal claro de que a abordagem precisa mudar.

AIOps surge como essa mudança, oferecendo uma forma mais inteligente de lidar com eventos, reduzir ruído e acelerar decisões.

Ao aplicar esses conceitos de maneira prática, soluções como o ARGUS permitem que operações deixem de lutar contra seus próprios dados e passem a utilizá-los de forma estratégica.

Em um cenário onde tempo, clareza e precisão são fatores críticos, essa transição deixa de ser opcional e se torna essencial.

A Target é Especializada em AIOps e Infraestrutura de TI e Redes

A Target Solutions une mais de 15 anos de experiência técnica com inovações em código aberto e inteligência artificial aplicada (AIOps) para revolucionar a administração de TI em ambientes inteligentes, escaláveis e autônomos.

Autor deste Artigo: Paulo Florêncio, Sócio e Diretor Comercial da Target

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