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Em muitas operações de TI e telecom, o volume massivo de alarmes, conhecido como alert storm, deixou de ser um indicador de controle e passou a ser um fator de risco operacional.

Ambientes complexos, distribuídos e altamente integrados produzem diariamente centenas de milhares de eventos, provenientes de múltiplas ferramentas e domínios técnicos. Ainda assim, apenas uma pequena parcela desses alarmes exige ação concreta.

Este artigo discute por que essa assimetria é estrutural, por que tentativas tradicionais de “redução de alarmes” falham e como abordagens baseadas em AIOps permitem transformar volumes massivos de sinais em poucas dezenas de ocorrências realmente acionáveis, recuperando clareza e eficiência operacional.

O paradoxo dos alarmes: muito sinal, pouca ação

O crescimento exponencial do número de alarmes não aconteceu por acaso. Ele é consequência direta da evolução dos ambientes de TI, da adoção de arquiteturas distribuídas e da multiplicação de ferramentas especializadas de monitoramento.

Cada sistema passou a observar seu próprio recorte da infraestrutura, gerando alertas legítimos dentro de seu domínio.

O paradoxo surge quando esses alertas chegam ao NOC de forma desagregada. O operador se depara com milhares de eventos tecnicamente corretos, mas operacionalmente redundantes.

O esforço passa a ser identificar, em meio ao ruído, quais poucos sinais realmente representam risco ao serviço ou ao negócio. Nesse contexto, reduzir alarmes não significa perder visibilidade, mas recuperar sentido.

Por que “reduzir alarmes” não é apenas silenciar alertas

Diante do excesso, a reação mais comum é tentar reduzir alarmes por meio de ajustes manuais.

Thresholds são alterados, notificações são desativadas e regras adicionais são criadas para conter o volume.

Em um primeiro momento, essas ações parecem funcionar, mas o alívio costuma ser temporário.

O problema é que silenciar alarmes atua sobre o sintoma, não sobre a causa. À medida que o ambiente cresce, novos serviços entram em produção e novas integrações são criadas, o volume volta a aumentar.

O NOC entra em um ciclo contínuo de ajuste, sempre reagindo ao crescimento do ruído, sem conseguir antecipá-lo ou controlá-lo de forma estrutural.

Reduzir alarmes de forma sustentável exige mudar a lógica da operação, não apenas os parâmetros das ferramentas.

A fragmentação das fontes como causa central do excesso

Um dos principais fatores por trás do volume excessivo de alarmes é a fragmentação das fontes de monitoramento.

Redes, servidores, aplicações, containers, serviços em nuvem e segurança costumam ser monitorados por plataformas distintas, cada uma operando de forma isolada.

Quando um incidente atravessa múltiplos domínios, ele é reportado diversas vezes, sob perspectivas diferentes.

Um único problema raiz pode gerar dezenas ou centenas de alarmes em ferramentas distintas, todos descrevendo sintomas do mesmo evento.

Sem uma camada de integração, o NOC precisa correlacionar essas informações manualmente, sob pressão e em tempo real.

Nesse cenário, a redução real de alarmes só é possível quando se atua acima das ferramentas individuais, conectando eventos de múltiplas origens.

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Reduzir alarmes exige consolidar contextos

O passo decisivo para reduzir centenas de milhares de alarmes não é eliminar sinais, mas consolidar contextos.

Em vez de tratar cada evento como um problema independente, a operação precisa reconhecer que muitos alarmes fazem parte do mesmo cenário operacional.

Quando eventos relacionados são analisados em conjunto, o volume de informação diminui naturalmente.

O que antes aparecia como centenas de notificações passa a ser compreendido como um único incidente, com impacto e prioridade definidos.

A redução ocorre porque o ruído deixa de ser interpretado como múltiplos problemas e passa a ser visto como múltiplos sintomas.

Essa consolidação transforma o papel do NOC. O operador deixa de navegar entre alarmes isolados e passa a lidar com ocorrências estruturadas, orientadas à ação.

A diferença entre alarmes técnicos e ocorrências acionáveis

Nem todo alarme deve gerar uma ação. Essa distinção, embora óbvia em teoria, é difícil de aplicar na prática sem contexto adequado.

Alarmes técnicos sinalizam desvios; ocorrências acionáveis representam situações que exigem intervenção humana.

A redução extrema de alarmes acontece quando a operação passa a separar esses dois conceitos. Alarmes continuam existindo como insumos, mas apenas um subconjunto deles é promovido a ocorrências acionáveis.

Esse processo depende de correlação, priorização e entendimento de impacto, não apenas de severidades pré-configuradas.

Em ambientes onde isso é aplicado, volumes massivos de alarmes diários se traduzem em algumas dezenas de ações concretas, executadas com mais precisão e menor desgaste.

O papel do AIOps na redução sustentável de ruído

AIOps é o elemento que viabiliza essa transformação em escala.

Ao analisar eventos de múltiplas fontes, identificar padrões recorrentes e correlacionar sinais relacionados, o AIOps organiza o fluxo de informações antes que ele chegue ao operador.

Essa abordagem permite reduzir o volume apresentado à equipe sem perder visibilidade.

Soluções de TI

Dados continuam disponíveis para análise detalhada, mas não sobrecarregam a tomada de decisão.

O operador passa a atuar sobre ocorrências consolidadas, enquanto o sistema lida com a complexidade subjacente.

A diferença é estrutural. Em vez de reagir ao crescimento do ruído, a operação passa a absorvê-lo de forma controlada.

Da redução de alarmes à eficiência operacional

Quando a quantidade de ocorrências acionáveis diminui, os ganhos operacionais se tornam evidentes.

Equipes são mobilizadas com mais critério, o tempo médio de resolução tende a cair e a operação se torna mais previsível.

A fadiga operacional diminui, e a qualidade das decisões melhora.

Além disso, a comunicação entre áreas técnicas e decisores se torna mais objetiva.

Em vez de relatar volumes de alarmes, o NOC passa a reportar incidentes com impacto claro. Isso fortalece o papel estratégico da operação e melhora o alinhamento com o negócio.

Reduzir alarmes, nesse contexto, não é apenas uma questão de eficiência técnica, mas de maturidade organizacional.

Onde o ARGUS viabiliza essa redução na prática

O Argus foi concebido para atuar exatamente nesse ponto crítico.

Em vez de substituir as plataformas de monitoramento existentes, ele se posiciona como uma camada AIOps transversal, capaz de correlacionar eventos provenientes de múltiplas fontes heterogêneas.

Ao consolidar alarmes de diferentes domínios em cenários operacionais únicos, o Argus permite reduzir drasticamente o volume de sinais apresentados ao NOC.

Alarmes técnicos permanecem disponíveis, mas apenas ocorrências relevantes chegam à linha de frente da operação. O resultado é uma redução expressiva do ruído sem perda de contexto.

Essa abordagem pragmática é especialmente importante em ambientes complexos, onde a substituição de ferramentas não é viável e a continuidade operacional é essencial.

Redução extrema de alarmes como indicador de maturidade

Operações capazes de transformar centenas de milhares de alarmes em poucas dezenas de ações não estão apenas usando ferramentas melhores; elas adotaram um modelo mental diferente.

A redução extrema de alarmes é um sinal claro de maturidade operacional, pois indica que a organização consegue separar sinal de ruído de forma consistente.

Nesse estágio, o NOC deixa de ser um centro de reação constante e passa a operar com foco, previsibilidade e inteligência.

A operação se torna sustentável mesmo diante do crescimento contínuo da complexidade.

Menos alarmes, mais decisões

O excesso de alarmes não é um problema inevitável das operações modernas, mas o resultado de um modelo que trata eventos de forma isolada e fragmentada.

Reduzir centenas de milhares de alarmes diários para poucas dezenas acionáveis exige mais do que ajustes técnicos; exige uma mudança de abordagem.

Ao consolidar contextos, correlacionar múltiplas fontes e aplicar inteligência operacional, o AIOps permite recuperar clareza e eficiência.

Soluções como o Argus mostram que essa transformação é possível na prática, mesmo em ambientes complexos e legados.

Em um cenário onde o volume de dados continuará crescendo, operar com menos alarmes e mais decisões deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade estratégica.

Quer entender como a correlação multiorigem funciona na prática?

Solicite uma demonstração do Argus e veja como conectar múltiplas fontes de alarme em uma visão operacional única.

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Sobre a Target Solutions

A Target Solutions é especializada em AIOps, infraestrutura de TI e redes, atuando na interseção entre operação real, automação e inteligência aplicada. Com mais de 15 anos de experiência técnica, a empresa combina inovação em tecnologias de código aberto e inteligência artificial aplicada às operações de TI e Telecom para transformar ambientes complexos em operações mais inteligentes, previsíveis e escaláveis.

Por meio do Argus, sua plataforma de AIOps, a Target materializa essa visão ao conectar ferramentas existentes, reduzir ruído operacional e apoiar decisões técnicas com contexto e prioridade, permitindo que organizações avancem da simples monitoração para uma gestão operacional orientada à inteligência.

Conheça o Argus (clique aqui), solicite uma demonstração e veja como transformar ruído em inteligência operacional.

Autor deste Artigo: Paulo Florêncio, Sócio da Target Solutions.

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