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Da teoria de AIOps à aplicação prática na operação

Ao longo dos últimos anos, o termo AIOps ganhou espaço nas discussões sobre o futuro das operações de TI.

Muito se fala sobre correlação de eventos, redução de ruído e automação inteligente, mas a pergunta que permanece para muitos gestores e líderes técnicos é direta: como isso se materializa na prática?

Como sair do conceito e chegar a decisões operacionais mais claras, rápidas e consistentes?

Este artigo apresenta o Argus como exemplo concreto de aplicação de AIOps em ambientes reais, mostrando como a combinação de correlação multiorigem, contextualização e priorização permite transformar volumes massivos de alarmes em decisões verdadeiramente acionáveis.

alert storm argus

O desafio que conecta todos os artigos anteriores

Os temas discutidos até aqui nos artigos anteriores sobre AIOps deste blog, alert storm, fragmentação das fontes de alarme, evolução do NOC e impacto em MTTR, SLA e OPEX, convergem para um mesmo ponto: a operação moderna sofre não pela falta de dados, mas pelo excesso desorganizado deles.

Ferramentas isoladas monitoram partes do ambiente, mas não oferecem uma visão integrada do todo.

Nesse contexto, a simples adoção de mais ferramentas não resolve o problema. Pelo contrário, muitas vezes o agrava.

A maturidade operacional passa a depender de uma camada capaz de organizar, correlacionar e priorizar eventos provenientes de múltiplas fontes, transformando dados dispersos em contexto acionável.

É nesse espaço que uma plataforma AIOps como o Argus se posiciona.

Uma camada acima das ferramentas existentes

O Argus não nasce como mais um sistema de monitoramento.

Ele foi concebido para atuar acima das ferramentas já implantadas, integrando eventos de redes, infraestrutura, aplicações, serviços e outras fontes heterogêneas.

Essa abordagem é fundamental em ambientes complexos, onde a substituição completa do ecossistema existente não é viável.

Ao conectar múltiplas origens de alarme, o Argus cria uma visão transversal da operação.

Eventos que antes apareciam de forma fragmentada passam a ser analisados em conjunto, considerando relações temporais, dependências e impacto.

Essa consolidação reduz drasticamente o volume de sinais apresentados ao NOC e recupera o contexto perdido na fragmentação.

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Da correlação técnica à ocorrência operacional

Um dos principais diferenciais de uma aplicação prática de AIOps é a capacidade de distinguir entre alarmes técnicos e ocorrências operacionais.

Alarmes continuam sendo gerados pelas ferramentas de origem, mas nem todos exigem ação humana.

O valor está em identificar quais eventos representam, de fato, situações que impactam o serviço ou o negócio.

Ao correlacionar múltiplos alarmes relacionados ao mesmo incidente, o ARGUS transforma dezenas ou centenas de sinais técnicos em uma única ocorrência estruturada.

Essa ocorrência já chega ao operador com contexto, prioridade e visão consolidada do cenário.

O tempo que antes era gasto tentando entender o que está acontecendo passa a ser direcionado à resolução efetiva do problema.

Essa mudança altera profundamente a dinâmica do NOC, reduzindo ruído e aumentando a clareza decisória.

Priorização orientada a impacto

Se correlacionar eventos é essencial, priorizá-los corretamente é igualmente decisivo.

Em ambientes fragmentados, a severidade técnica de um alarme nem sempre reflete sua importância real.

Um evento classificado como crítico em uma ferramenta pode ter impacto limitado no contexto geral, enquanto múltiplos alarmes de severidade média podem indicar um incidente relevante.

O Argus aplica inteligência operacional para avaliar impacto de forma integrada.

Ao analisar eventos de diferentes fontes em conjunto, a plataforma consegue destacar o que realmente ameaça a estabilidade do serviço ou o cumprimento de SLA.

Essa priorização orientada a impacto reduz mobilizações desnecessárias e direciona esforços onde eles são mais necessários.

O resultado não é apenas eficiência, mas consistência na tomada de decisão.

Redução estrutural do alert storm

O crescimento do alert storm é uma consequência natural da complexidade moderna.

Em vez de tentar combatê-lo com ajustes manuais, o Argus atua de forma estrutural, absorvendo o volume e reorganizando-o antes que chegue ao operador.

Em ambientes reais, essa abordagem permite reduzir centenas de milhares de alarmes diários para poucas milhares de ocorrências consolidadas, das quais apenas algumas dezenas exigem ação imediata.

Soluções de TI

Essa redução não implica perda de visibilidade, ao contrário, ela preserva os dados técnicos enquanto filtra o ruído operacional.

A operação deixa de ser reativa e passa a operar com mais previsibilidade e controle.

Impacto direto nos indicadores da operação

Quando a operação trabalha com ocorrências contextualizadas e priorizadas, os reflexos nos indicadores são naturais.

O MTTR tende a diminuir porque o tempo de diagnóstico é reduzido.

O SLA se estabiliza porque incidentes críticos recebem atenção imediata. O OPEX é otimizado porque equipes deixam de ser mobilizadas para eventos irrelevantes.

Esses ganhos não decorrem de promessas abstratas, mas da reorganização do fluxo de informação.

Ao melhorar a qualidade das decisões, a plataforma impacta diretamente a eficiência operacional.

A inteligência aplicada deixa de ser conceito e passa a gerar valor mensurável.

Evolução sem ruptura

Uma característica essencial da aplicação prática de AIOps é a capacidade de evoluir sem interromper a operação.

O Argus foi desenvolvido para se integrar ao ambiente existente, preservando investimentos anteriores e respeitando a arquitetura atual.

Essa integração progressiva permite que organizações avancem em maturidade operacional sem assumir riscos desnecessários.

A camada AIOps passa a atuar como elemento de orquestração e inteligência, conectando sistemas que antes operavam de forma isolada.

O foco deixa de ser substituir ferramentas e passa a ser potencializá-las.

Decisão inteligente como novo padrão operacional

A verdadeira transformação não está apenas na tecnologia, mas na mudança de mentalidade. Quando a operação passa a confiar em ocorrências estruturadas e priorizadas, o NOC assume um papel mais estratégico.

Decisões deixam de ser tomadas sob pressão e passam a ser baseadas em contexto claro e impacto definido.

O Argus representa essa transição da simples monitoração para a inteligência operacional aplicada.

Ele demonstra que AIOps não é uma promessa futurista, mas uma evolução necessária para lidar com a complexidade crescente dos ambientes de TI.

Em um cenário onde o volume de dados continuará aumentando, a capacidade de transformar alarmes em decisões será o diferencial entre operar sob ruído constante e operar com controle.

Da fragmentação à inteligência aplicada

A jornada discutida ao longo desta série converge para um ponto central: o desafio das operações modernas não está na falta de ferramentas, mas na falta de integração e contexto.

O Argus exemplifica como AIOps pode ser aplicado de forma pragmática para consolidar eventos, priorizar ocorrências e apoiar decisões mais inteligentes.

Ao atuar acima das plataformas individuais e integrar múltiplas fontes de alarme, o Argus transforma fragmentação em entendimento operacional.

Em vez de navegar por milhares de alertas, a operação passa a trabalhar com cenários estruturados e orientados a impacto.

Essa mudança não é apenas tecnológica, mas estratégica. É a transição de uma operação reativa para uma operação orientada à inteligência.

Quer ver como o ARGUS transforma alarmes em decisões na prática?

Solicite uma demonstração do Argus e veja como conectar múltiplas fontes de alarme em uma visão operacional única.

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Sobre a Target Solutions

A Target Solutions é especializada em AIOps, infraestrutura de TI e redes, atuando na interseção entre operação real, automação e inteligência aplicada. Com mais de 15 anos de experiência técnica, a empresa combina inovação em tecnologias de código aberto e inteligência artificial aplicada às operações de TI e Telecom para transformar ambientes complexos em operações mais inteligentes, previsíveis e escaláveis.

Por meio do Argus, sua plataforma de AIOps, a Target materializa essa visão ao conectar ferramentas existentes, reduzir ruído operacional e apoiar decisões técnicas com contexto e prioridade, permitindo que organizações avancem da simples monitoração para uma gestão operacional orientada à inteligência.

Conheça o Argus (clique aqui), solicite uma demonstração e veja como transformar ruído em inteligência operacional.

Autor deste Artigo: Paulo Florêncio, Sócio da Target Solutions.

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