Redes WiFi e as Exigências Criadas pelo Marco Civil Internet

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Publicado em 12 de dezembro de 2016

Organização deste Artigo

Neste artigo, vamos examinar os aspectos envolvidos com o aumento do consumo de vídeos e o crescimento explosivo das redes WiFi.

Neste contexto, há novas aplicações e facilidades para os usuários, e que contribuem decisivamente para este significativo crescimento, assim como outros aspectos sociais trazidos pelas novas gerações e seu comportamento digital de consumo e relacionamento.

As empresas tem buscado se preparar e atender esta demanda significativa para disponibilização de cobertura de Redes WiFi para seus associados e clientes.

E agora, mais recentemente, uma nova legislação, conhecida como Marco Civil Internet, criou obrigações legais que as empresas agora tem que se preocupar e atender.

Ao final do Artigo, vamos deixar Botões em Destaque para poderem dar continuidade no aprofundamento de 2 temas correlacionados (que podem também ser acessados clicando-se nos links abaixo)

 

Solução Target WiFi Flex Access (TWFA) que ajuda no atendimento as exigências do Marco Civil Internet, no que diz respeito a navegação dos usuários pelas redes WiFi;

Solução MaaS360 cujo objetivo é suportar todas as atividades necessárias para um Gerenciamento de Dispositivos Móveis em nível profissional, com políticas configuráveis e suporte a a gestão com perfis privados e corporativos;

Introdução

Seja no nosso dia-a-dia, nas redes sociais, ou dentro das próprias empresas e indústrias, a utilização de vídeos pela internet está crescendo cada vez mais.

Para a grande maioria dos usuários (e já são bilhões mundo a fora), ter um smartphone conectado a uma rede WiFi é praticamente “sinônimo” de acessar videos contínua e regularmente.

O crescimento da oferta de conteúdo em formato de videos é alimentado por diversas fontes e aplicações práticas, e através do uso exponencial de dispositivos digitais móveis, como celulares, tablets, e notebooks, e suas câmeras de captação de videos.

A Geração Z, Conectada Desde o Nascimento

Sites como o Facebook, Netflix, Vimeo, Youtube, só para citar alguns, estão redefinindo o processo de consumo de informações pela internet, turbinados enormemente pela característica própria da Geração Z (*) e sua altíssima taxa de conexão às redes sociais e de uso da internet.

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(*) Geração Z, comumente abreviado para Gen Z, conhecida como iGeneration, Plurais ou Centennials, é a definição sociológica para definir geração de pessoas nascidas na década de 90 até o ano de 2010.

Os serviços de fornecimento de videos sob demanda, como o Netflix e o Youtube, que lançou em 2015 seu serviço pago para assistir conteúdos exclusivos e sem anúncio, o Youtube Red, tem crescido continuamente, assim como o volume de vídeos acessados por estes sites.

O interessante é que, mesmo com todo este crescimento do consumo de videos pelos sites conhecidos, alguns relatórios já apontam que a maior parte do conteúdo de videos não virá destes sites, mas sim de serviços de vigilância, transmissões em tempo real e videoconferência, devido ao significativo crescimento do uso das câmeras de captação de imagens em tempo real.

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O interesse na produção de videos e sua transmissão em tempo real pela internet, pelas pessoas e por empresas, é tão significativo, que levou o próprio Facebook a investir na área de transmissão de vídeos ao vivo, e que agora podem ser feitos por tempo ilimitado, em sua plataforma.

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Facebook Live: conheça mais essa nova ferramenta

Facebook Live terá ao vivo ilimitado e vídeos ganham reactions e geogating

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O Facebook continua expandindo sua ferramenta de vídeo ao vivo, o Facebook Live, e o recurso não terá mais limitação e poderá ser usado por tempo ilimitado, o que promete ser útil para transmissões de conferências, eventos longos, mudanças de paisagens ou cenas da natureza. A contrapartida é que não será possível salvar ou compartilhar o vídeo logo em seguida. O material que respeite o limite anterior para transmissões, que era de até 90 minutos, não deve sofrer alterações, mas ganham novos recursos.

As limitações para os vídeos com grande extensão são uma forma encontrada pelo Facebook para reduzir o impacto que este tipo de conteúdo causaria aos seus servidores, que sentiriam um grande aumento de transmissão de dados. O que, por sua vez, aumenta os custos da operação.

Novos recursos para vídeos ao vivo

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Por outro lado, os vídeos ao vivo mais curtos devem ganhar novos recursos. Um deles, chamado “geogating”, oferece aos criadores as mesmas opções de customização presentes em material gravado, que incluem limitar a área de visualização do conteúdo ou definir um público-alvo específico baseado na idade e até mesmo excluir um vídeo no futuro, após um tempo determinado.

Outra novidade é um recurso que permite comentários e Reactions em pontos específicos do vídeo, que ajudariam também a identificar seus melhores momentos e permitir que os usuários possam assistir a este trecho rapidamente, sem ter que carregar as partes que não são interessantes.

A novidade faz parte da estratégia da rede social de querer se fixar como uma plataforma de transmissão de vídeos e, com isso, poder competir com gigantes do ramo como o YouTube. Um dos requisitos para que isto se torne possível é oferecer aos criadores ferramentas suficientes para que eles considerem o serviço como ideal para seu conteúdo.

Os novos recursos estão sendo liberados aos poucos para usuários selecionados e devem permanecer exclusivos para vídeos ao vivo, sem serem estendidos para outros tipos de conteúdo sob demanda.

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Em breve, o tráfego de dados associados aos vídeos será de 90% total

As operadoras devem se preparar para um aumento contínuo do tráfego de dados, motivado pelo crescimento do vídeo, e do número de dispositivos conectados às redes IP nos próximos cinco anos. As conclusões são da Cisco, no estudo Visual Networking Index. O relatório prevê também que o Brasil mantenha a posição de liderança em geração e consumo de tráfego na América Latina até 2019.

De acordo com o material, a explosão da transmissão de dados por redes IP vai continuar até 2019. Neste período, vamos entrar no que a Cisco chama de “Era Zettabyte”. Nesta era, o consumo mundial por ano será quase o total registrado entre 1984 a 2013. Daqui a cinco anos, o tráfego global alcançará 2 zettabytes por ano. Em cinco anos, vão circular pelos “canos” das operadoras nada menos que 168 exabytes por mês – atualmente, o número é de 59,9 exabytes.

Na América Latina, o Brasil manterá sua posição de líder em volume de dados consumidos. A região produzia, no final de 2014, 4,3 exabytes por mês. A cifra chegará a 12,8 exabytes em 2019. O Brasil representará 34% do tráfego da região. Nosso consumo vai aumentar de 1,9 exabytes no final do ano passado, para 4,4 exabytes em cinco anos.

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A aceitação dos serviços em vídeo vai ser o principal driver para a multiplicação do tráfego IP. Em 2014, no mundo, o vídeo era responsável por 67% do tráfego. Em 2019, será 80%.

No Brasil, o uso do vídeo será ainda mais intenso, passará dos 68% do tráfego recente, para 84% em cinco anos. A maior parte desse conteúdo não virá dos serviços de vídeo sob demanda, como YouTube ou Netflix, mas sim de serviços de vigilância, transmissões em tempo real e videoconferência. “Esses serviços não podem se beneficiar das CDNs como as empresas que oferecem vídeo sob demanda. A CDN diminui muito a carga sobre as redes”, explica Hugo Baeta, diretor regional para Operadoras da Cisco.

O período também se beneficiará do aumento no número de usuários da internet e na quantidade de dispositivos conectados à rede. No mundo, a estimativa da Cisco é que existam 3,9 bilhões de usuários da internet em 2019 – no final de 2014 eram 2,8 bilhões. Os dispositivos serão 24,4 bilhões – ante 14,2 bilhões atualmente. No caso brasileiro, o número de pessoas com acesso à web passará de 88 milhões no final do ano passado, para 134 milhões em cinco anos. O número de dispositivos conectados vai subir de 429 milhões para 785 milhões (32% M2M, 25% Smartphones, 15% TVs conectadas, 13,6% feature phones, 7% PC, 3% tablets). No mundo, os smartphones serão 42% do total (10,9 bilhões) de dispositivos capazes de consumir vídeos ligados à rede.

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O estudo mostra que a demanda por vídeo em dispositivos móveis será superior à da TV Digital ou do vídeo online (em desktops). A Cisco calcula para crescimento composto de 21% ao ano até 2019, quando o consumo de vídeo móvel será mais de 2x vezes superior ao de TV digital, e quase o dobro do consumo online. A demanda por mais definição, como Ultra HD e HD também terão seu papel. Atualmente, apenas 0,6% do tráfego de vídeo é UHD; D representa 38,6%, e definição padrão (SD), somam 60,8% no mundo. Vão passar para 13,9% (UHD), 53,5% (HD) e 32,6% (SD). No Brasil, o UHD deve permanecer incipiente. O HD, hoje 4,6% do tráfego de vídeo IP local, será 39,5% em 2019, enquanto o SD passará para 55,9%.

Ao mesmo tempo, a velocidade do acesso vai mais que dobrar. No mundo, passará da média atual de 20,3 mbps para 42,5 mbps. O Brasil, que fica abaixo da média global, vai continuar atrás. Mas obterá também um avanço equivalente a dobrar a velocidade da navegação, que passará dos atuais 8,3 mbps para 18,6 mbps. Esses índices levam em conta o acesso fixo, e diferem dos dados da União Internacional de Telecomunicações divulgados ontem. Para a entidade, cerca de 75% das pessoas que usam banda larga fixa se conectam a velocidades abaixo de 2 Mbps.

A explosão das Redes WiFi

Essa combinação de fatores poderosos, de alta relevância e abrangência, nos leva a algumas conclusões, quase como consequência automática, relacionadas a tecnologia de rede, independente de diversas outras possíveis de outras naturezas:

  • A produção de videos vai continuar a crescer, e bastante, visto a demanda explosiva e a grande preferência por este formato de conteúdo pelos usuários em geral;
  • As redes, atualmente providas pelas operadoras de telecomunicações e pelas empresas em geral, devem continuar a sofrer evoluções significativas para aumentar sua capacidade de tráfego e melhor controlar a sua qualidade de transmissão;
  • As Redes WiFi, combinadas com as redes de cabos de alta capacidade de tráfego (como redes de fibra ótica), são uma alternativa importantíssima para o atendimento a toda esta demanda, e, por isso, estão experimentando, e continuarão, uma alta taxa de crescimento, fato que deve continuar por bastante tempo.

 

O Marco Civil da Internet criou exigências para quem oferece Redes Wifi para seus clientes e associados.

Clique o Botão abaixo e entenda

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O MaaS360 é uma Solução de Gerenciamento de Disposivos Móveis

 

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AutorPaulo Florêncio Categoria,

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